Ukuhamba Loves Kathmandu

 

KathmanduO post de hoje traz-me sentimentos opostos e intensos… passo a explicar!

Desde que temos o blog, que queremos escrever sobre viagens que fizemos e/ou que eu fiz como hospedeira de bordo! Só por si, reviver as viagens e locais onde estive, traz-me um sabor agridoce!

Isto porque muitas das viagens que fiz me souberam muito bem, porque adoro viajar e conhecer sítios novos, no entanto, também sentia que faltava sempre algo, ou melhor, alguém! O facto de trabalhar-mos longe da família, faz-nos sempre pensar que estamos a perder momentos maravilhosos, o crescimento dos mais pequenos é sempre o mais falado e mais visível! Mas se pensarmos bem, há outras pequenas coisas que vão mudando e que nós não estamos lá para assistir! Não me vou estender sobre esse assunto, porque senão, vou acabar por não ser capaz de partilhar convosco esta cidade maravilhosa que é Katmandu! Mas isto para vos explicar que este post tem um gostinho muito especial para mim! Por vários motivos, porque tal como referi pela vontade de conhecer o mundo mas sentir que estava a “perder” outro mundo, afinal não somos omnipresentes! Mas também, porque assim que soube do terramoto e tudo o que eles sofreram, simplesmente disse  “a minha homenagem ao Nepal será não permitir que as pessoas esqueçam a pureza e a beleza daquele local e das pessoas que o habita!”

Assim é com um misto de nostalgia e tristeza mas também  felicidade que recordo hoje convosco Katmandu, para mim uma cidade linda com pessoas simples e humildes.

Por norma, quem vai a Katmandu vai como passagem para o Monte Evereste. Alias há lá muitos backpakers (mochileiros) e treckers, porque a cidade para além de ser muito animada, tem muito movimento e é muito barata, quer para dormidas, como comida! Se eu vos disser que almocei por 0,20€, acreditam? Sim, 20 cêntimos! Comi numa tasquinha, o que vêm abaixo na foto. Infelizmente não apontei o nome, pelo que já não me lembro, mas o primeiro é um salgado e o segundo é doce, e gostei de ambos!

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O almoço foi na Durbar Square, que é uma das zonas centrais da cidade e ponto de referência para os turistas. Durbar significa palácio, e esta praça é nada mais nada menos do um aglomerado com mais de 50 templos e palácios. Não no conceito europeu de palácio, lógico, mas casas lindas, típicas e de grande riqueza (especialmente quando comparadas com as do cidadão comum). Esta é uma zona muito bonita e recheada de pormenores a serem apreciados.

Durbar Square

Durbar Square

Ainda nesta zona, fui também a Tamel Street, que é a zona comercial! Digamos que tiveram de me arrancar de lá! A cada 2 metros há uma livraria… Entre as livrarias há lojas de material de trecking/escalada e de montanha (deixo-vos só uma foto de uns gorros engraçados e super quentinhos, não resisti e cá por casa estamos todos bem equipados para a neve!) Mas o mais impressionante e o que mais me apaixonou, nem foram os artigos bons e baratos, nem a simplicidade e simpatia dos vendedores, nem tão pouco o poder apreciá-los a fazer as manualidades e o artesanato, mas sim o cheiro a incenso e a intensidade das cores! Toda a cidade é assim… Tem um cheiro característico a incenso, e as casas são em tons de tijolo mas há pedaços de tecidos e cores por todo o lado! Foi mesmo como entrar numa maquina do tempo, misturada com um filme!

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Já fora da cidade fui a 2 templos, o primeiro : Pashupatinath  Temple, um templo hindu dedicado ao Deus Shiva. Este é o templo hindu mais antigo de Kathmandu. Percebi mais tarde que há varias lendas acerca da criação deste templo, no entanto vou partilhar convosco a que me contaram quando lá estive e portanto a que me marca! Segundo reza a história e daquilo que eu percebi, e memorizei ( peço-vos que tenham a mente aberta e se não compreenderem ou “amarem”, por favor respeitem, esta também não é a minha religião mas tem o meu carinho e todo o meu respeito, tal como qualquer outra religião). Em tempos, um guardador de vacas percebeu que um dos animais fugia sempre todos os dias de manhã e que regressava à noite, não acompanhava o resto do rebanho. O pastor, não entendendo este comportamento, um dia decidiu seguir a vaca, e percebeu que ela estava a deitar do seu leite para o chão, como se amamentasse ou alimentasse um pedaço de terra. O pastor não compreendeu, mas não deu grande importância, no entanto dia após dia a vaca voltava a fugir e continuava a deitar leite para o chão. Então o pastor ficou curioso e decidiu cavar. Reza a lenda que no local onde a vaca deitava o leite, é o local onde foi construído o templo, isto porque o pastor encontrou um objeto sagrado que representava o Deus Shiva.

Lendas à parte, assim que chegamos vemos uma rua enorme com muitas tendinhas , onde se pode comprar flores e material de devoção. Nesse dia, estava com uma colega de trabalho, de nacionalidade indiana e de religião hindu, e foi só por isso que tive acesso ao templo e a locais, que supostamente não teria, só não pude entrar mesmo dentro do templo, mas obviamente respeitei, e enquanto ela foi fazer a oração dela, fiquei cá fora a tirar fotos e a falar com o guia que ela me arranjou e que me explicou o templo e inclusive a lenda de que vos falei. Este templo, tem um lado “pesado”, pois é aqui onde se fazem as cremações dos corpos dos crentes, no entanto eu não assisti a esta cerimónia.

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O outro templo ao qual fomos, Swayambhunath, é conhecido como o Monkey Templo, ou templo do macaco, precisamente por ser povoado destes primatas. Foi sem duvida o meu local preferido de Kathmandu. Tanto pela paz que transmite, como pela arquitectura e finalmente pela vista maravilhosa para a cidade. Este templo, maioritariamente budista, mas também hindu, está localizado no alto de um cume, e tem 2 acessos (vou confessar, que subi de carro, por estrada, mas desci pelas escadas).

Não me vou alargar, tentando caracterizar ou explicar este local, porque para mim há coisas que se sentem e por muito que se tente, não se consegue transmitir, vou deixar-vos com as fotografias e o ditado “uma imagem vale por mil palavras”.

Vou só referir uma curiosidade, quero por favor que olhem com atenção para esta cúpula branca. Antes de lá ir, tinha visto em fotos e não sei porquê, mas o branco imaculado desta cúpula cativava-me! Achava muito engraçado e não compreendia como eles podiam ter uma cúpula a meu ver, tão limpinha e imaculada! Se souberem o que é, ou tiverem curiosidade, por favor deixem nos comentários ou enviem-me um mail, prometo que partilho convosco! Fiquei incrédula e achei muito engraçado e curioso! Talvez vocês não sejam da mesma opinião. Talvez até nem vos desperte curiosidade…

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Também não me vou alongar muito mais, pois sei que já se está a tornar muito extenso, mas se leram até aqui, merecem uma dica extra no caso de algum dia visitarem Kathmandu! Infelizmente eu não consegui fazer um tour de avioneta pelo Evereste, porque apesar de lá ter ido 2 vezes, o tempo corria sempre contra as milhentas coisas que eu queria fazer (por isso que esta cidade movimentada mas ao mesmo tempo que me transmite serenidade, ainda não saiu da minha lista de sítios a ir!). Mas se for lá, não vou novamente deixar passar a oportunidade de sobrevoar o Evereste de avioneta, deve ser uma sensação única! Fi-lo em Miami (talvez num próximo post, vos conte a experiência) e adorei, acredito que em Kathmandu ia gostar muito mais!

Assim, espero que tenham gostado desta partilha, e especialmente das fotos! Convido-vos a partilhar aqui ou no instagram fotos vossas do Nepal, para que a beleza deste país e desta gente que já sofreu tanto, nunca acabe! #UkuhambalovesNepal

Beijinho,

Tiffany

 

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